terça-feira, 4 de novembro de 2008
Educação, Tecnologia e seus caminhos
Nos nossos tempos modernos, em que mudanças vertiginosas estão ocorrendo, mais importante que Aprender a Aprender é Aprender a Desaprender. Só que aprender a desaprender é bem mais difícil. Crenças depois de estabelecidas, não podem mais ser apagadas, só enfraquecidas.O mundo está se transformando, novas descobertas acontecem e a distância entre o presente e o futuro se torna cada vez menor.É claro que a Tecnologia não é responsável por toda a transformação cultural que ela impulsiona. A mudança tecnológica apenas cria novos espaços de possibilidades a serem, então explorados, (no caso das novas tecnologias da informática seria, rede de computadores, processamento de linguagem, inteligência artificial, linguagens icônicas, hipertextos, multimídia...)O educador precisa acompanhar a evolução tecnológica, para que o processo-ensino-aprendizagem ocorra de forma eficaz.Sabemos que para uma planta crescer temos que podá-la.E como fazer isto com o professor? E com o aluno?Configura-se que na escola moderna, Aluno aprende com Professor; Professor aprende com Aluno; Aluno aprende com Aluno (este último tem ganhado grande espaço no contexto educacional, quando se trata de Aprendizagem por Projetos) e professor aprende com professor.Os conteúdos e as aprendizagens são orientações expressas pela atual forma educativa, onde surge uma preocupação pela adequação à realidade inserida. A escola acorda e começa a trilhar em um caminho entre a teoria e a prática e o ensino globalizado.As dificuldades levam a escola a se “re” organizar, a aprofundar e adotar uma postura diante da questão.O ponto alvo está em o diretor ouvir os seus especialistas que são os professores, os alunos, os funcionários e juntos então montar uma proposta metodológica, um plano de trabalho, enfim uma trajetória de vida para a escola.Paulo Freire, deixa claro em seu livro “Pedagogia da autonomia” que somente um método será capaz deste efeito."A Ação e o Diálogo".O diálogo é a base do método de Paulo Freire. Mas o que é o diálogo?- É uma relação de comunicação de intercomunicação, que gera a crítica e a problematização, uma vez que é possível a ambos o parceiro perguntar "por que?”.DIA significa ultrapassar e LOGO significa razão.Diálogo no estudo da raiz da palavra caracteriza por: - ultrapassar para o lado da razão.O diálogo nutre-se, portanto, da humildade, da simpatia, da esperança, da confiança dos que o realizam, passando sim para o lado da razão, onde o primeiro passo será a "Ação".O respeito mútuo implica na superação dos próprios pontos de vista e implica em compartilhar com o outro uma escala de valores e juntos definir as metas a serem trabalhadas.Piaget, Paulo Freire; Maturana e Varela (l982) e outros autores ressaltam que é só na cooperação que a superação da crise se efetiva. O homem isolado não chegaria jamais a conhecimento algum. O fenômeno do amor é que permite a transformação, pois é só vendo-se no outro que se tem coragem de promover a mudança ética. Piaget considera que nas relações cooperativas, o respeito mútuo é uma exigência.É preciso que o processo educativo não transmita certezas, que ele seja agradável e significativo, privilegie a expressão e a comunicação de todos os participantes, promova o encontro, a convivência e a cooperação.Divina Salvador Silva - Pedagoga - Especializada em Orientação, Supervisão e Administração Escolar; Profª/Coord. de Informática Educacional.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

8 comentários:
Acompanhar as inovações na educação, não é coisa difícil. Até porque as possibilidades hoje de se vencer obstáculos tornaram-se muito mais desafiadoras que em tempos passsados. Aprender a desaprender na verdade é coisa muito difícil.Quando percebemos que existem muitas coisas entranhadas em nossa mente e que formaram o nosso caráter, fica muito difícil desaprender.As tranformações do mundo, colocaram-nos na velocidade que nem mesmo esperávamos que pudéssemos percorrer. O rítimo acelerado das informações insita-nos a percorrer por caminhos que aparentemente parecem tortuosos. A eficácia dos recursos tecnológicos e o desejo de buscar novos comhecimentos somam-se ao instinto da linguagem que se desnuda em meio a tanta velocidade. Acompanhar a evolução tecnológica não é coisa que possa trazer tantos desconfortos. Hoje os alunos buscam mais interagir com o conhecimento através desse mundo virtual, colorido e instigador. Cheios de passagens não mágicas, porém, fantasiosas e ao mesmo tempo real. Na escola moderna, costumo dizer que o professor continua como aluno. Pois o novo tras emoção que dá sentido a prática do que em outro tempo estivera tão distante do contexto da educação.Agora neste caminho globalizado, aparentemente tão misto, tão perto, onde o aluno está diretamente ligado às suas mudanças, inseridos diretamente nos vastos acessos. Agora não temos como mudar o rítimo, e sim buscar compreender e fazer parte desse processo agindo e interagindo nessa trilha socioeducacional em que agora somos também viajantes.
Estruturar tecnologicamente uma escola hoje não é mais desejo, é necessidade.Precisamos entender que cada ser é único, e vive a sua experiência de vida dentro das sua escolhas e suas múltiplas possibilidades de aprendizagem. Enquanto não havia técnica de som, o som não deixou de ser ouvido. Contudo, quando as técnicas surgiram e foram aprimoradas, o som continuou soando harmoniosamente. A diferença é que ele agora soa com mais velocidade de rítimos e efeitos para dar sentido a sua sonoridade.Assim é a tecnologia da educação. Ela veio para dar sentido ao aprendizado. Pois, os estudantes hoje buscam sentido, lazer, cores e harmonia no desvendar do seu novo conhecimento. Há de se perceber que o que contava no passado para produzir conhecimentos, hoje, desconta no presente a perpetuação desses e de outros conhecimentos. E as informações correm na velocidade em que o passado, muito de longe sonha alcançar. A escola deve compreender a precisão dos fatos e as exigências para que dados coletados e fatos ocorridos sejam tão reais e tão verdaeiros quanto o desejo de estruturar tecnicamente a sua base de construção do, saber dentro de uma sociedade "cibernetica" num conceito virtual.Iva.
Retomamos aqui as palavras de Gabriel Chalita, "É imperioso que o profissional da educação contribua decisiva e decididamente para melhor fluir os projetos popostos para resolução de problemas e enfrentamento de desafios na escola. O trabalho dos profissionais da educação é traduzir o novo processo pedagógico em curso na sociedade mundial, elucudar a quem ele serve, explicitar suas contradições e, com base nas condições concretas, promover necessárias articulações para constituir alternativas que ponham a educação a serviço do desenvolvimento de relações verdadeiramente democráticas."
Assim também pensamos e achamos por bem ilustrar o comentário. Além disso, realmente é necessário desaprender e, o novo ainda cria instabilidade, o que leva a resistência e muitas vezes apatia perante as coisas.Por isso concordamos quando texto fala que o método eficaz para este momento é "a ação e o diálogo".
Faz parte também do papel da educação tecnológica avaliar as consequências sociais das inovações. Uma verdadeira educação tecnológica passa necessariamente pela preocupação em formar inovadores que busquem na tecnologia meios de minimizar as injustiças sociais, e criar condições para a realização plena de todos os agentes sociais e o reconhecimento do outro como sujeito.
Núbia Calazans
Romilda Pereira
Araçuaí, 10 de novembro de 2008
Este texto me fez lembrar de uma história indiana, em que um sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.
É preciso valorizar as pequenas coisas da vida. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes, de pessoas que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar as outras pessoas. pessoas capazes de admitir que erraram, pessoas capazes de pedir desculpas, de pessoas que não tenham vergonha de precisar dos outros, de mostrar que não sabem tudo, e principalmente de não se preocuparem tanto com as aparências, com o ter. Precisamos nos transformar em pessoas mais humanas, nos preocupar mais com o nosso próximo, dividir nossos conhecimentos e experiências.
O rápido desenvolvimento e implantação de novas tecnologias têm causado importantes repercussões no mundo da educação. Entretanto, essas inovações em educação costumam ser adotadas em ritmo muito lento, a ponto de se constatar algumas vezes que determinados aparelhos e suportes já estão desaparecendo do mercado, substituídos por outros, quando no mundo da educação ainda se está discutindo a sua possível incorporação como meios didáticos. O ritmo frenético no desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação praticamente impossibilita a indispensável reflexão sobre suas conseqüências. Ao nível das gerações mais novas, em especial por parte dos alunos, a atitude é diferente, fruto do modo como essas novas tecnologias há muito fazem parte natural do seu ambiente, seja social, seja lúdico, seja mesmo de formação. Os professores atuais estão sendo formados cada vez mais imersos nas novas tecnologias de informação e comunicação. E já aprenderam que os alunos podem ser co-participantes na produção do saber. Entre esta geração é mais freqüente o entusiasmo pelas virtudes das novas tecnologias. Mas, também aqui, há que ressalvar que nem todas novas práticas de aprendizagem a partir deste “aparato tecnológico” são por si só, boas. Há "velhas" competências que fazem muita falta e que a facilidade de acesso à informação não substitui, como a capacidade de interpretar, e refletir sobre, a informação. Concluímos com as palavras de Bill Gates (1995), proprietário da empresa Microsoft, em seu livro: A Estrada do Futuro, "A educação não é a resposta total para todos os desafios criados pela Era da Informação, mas é parte da resposta, da mesma maneira que a educação é parte da resposta para uma gama dos problemas da sociedade" (...) "A educação é o grande nivelador da sociedade, e toda melhoria na educação é uma grande contribuição para eqüalizar às oportunidades"
Grupo Almenara
Estou precisando do e-mail de Núbia Calazans favor enviar no meu e-mail:mildefreire@hotmail.com
Luiza! por favor aceite nosso comentário um pouco atrasado.... mas fizemos com carinho.Bjim de Milde.
Estamos diante de uma demonstração de que a modernização da educação é séria demais. Entendendo que o caminho da interdisciplinaridade aliado à tecnologia e a humanização do ser humano, torna-se indispensável à uma real transformação. É claro que a implantação da tecnologia só valerá a pena se a escola conseguir dar continuidade à preparar o individuo para a sociedade pós moderna mantendo o princípio da humanização gerando mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica dos envolvidos no processo educacional.
Maraísa - Teófilo Otoni - MG
Postar um comentário